
Biomecânica do Core no Desempenho Esportivo
- Raisa Feitosa
- há 5 dias
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De um ponto de vista mecânico, o core pode ser considerado o elo cinético entre membros superiores e inferiores. Os músculos produzem força, que é transferida para o esqueleto para criar o torque (força muscular que provoca o movimento da articulação). Assim, o sistema musculoesquelético funciona como uma série de alavancas que geram o torque necessário para provocar, controlar ou impedir o movimento. O tempo de ativação do músculo é fundamental para preservar a estabilidade da coluna vertebral e, também, para maximizar a velocidade angular dos segmentos esqueléticos envolvidos. Músculos do core fracos ou desequilibrados podem resultar em estratégias de compensação de movimento, ocasionando lesões.
Os conceitos de torque (força muscular que provoca o movimento da articulação) e de velocidade angular ( velocidade de movimento da articulação) são relevantes para compreensão do desempenho efetivo da habilidade esportiva.
A prescrição de exercícios para os músculos do core deve integrar as ações dos membros superiores e inferiores para simular a transferência do torque e a velocidade angular, que ocorrem entre os seguimentos esqueléticos durante o desempenho de habilidades esportivas.
Desenvolver os músculos do core por meio de ações musculares concêntricas é importante para aumentar a velocidade angular durante a fase de aceleração. Em contrapartida, o desenvolvimento dos músculos do core por meio de ações musculares excêntricas ou isométricas é igualmente importante para diminuir e controlar a velocidade angular durante a fase de acompanhamento ou desaceleração de habilidades esportivas.
Referências bibliográficas: Desenvolvimento do Core - NSCA
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